Portos, hidrovias e aeroportos entram em plano de R$ 160 bilhões para os próximos quatro anos

R$ 964 milhões estão previstos para a ampliação do terminal hidroviário da Manaus Moderna

Vista aérea de terminal portuário com navio cargueiro sendo operado por guindastes e pátio repleto de contêineres coloridos.
Foto: Reprodução

O Ministério de Portos e Aeroportos apresentou uma carteira de aproximadamente R$ 160 bilhões para os próximos quatro anos, reunindo projetos para portos, hidrovias, indústria naval e aviação. O planejamento combina investimentos públicos e privados, concessões, autorizações e financiamentos destinados à ampliação da infraestrutura de transporte no país.

A carteira foi divulgada pelo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, durante o encerramento do Fórum Nacional Brasil Export 2026. Segundo ele, a proposta é dar continuidade aos investimentos realizados nos últimos anos e ampliar a capacidade logística brasileira.

“São investimentos para ampliar a capacidade dos nossos portos, fortalecer a aviação regional e melhorar o transporte pelas hidrovias, com planejamento para os próximos anos”, disse.

Hidrovias terão R$ 7,6 bilhões

Na infraestrutura hidroviária e de navegação, o ministério prevê R$ 7,6 bilhões para melhorar as condições de circulação, ampliar o transporte de cargas e fortalecer a integração logística.

Desse total, R$ 964 milhões estão previstos para a ampliação do terminal hidroviário da Manaus Moderna, em Manaus. O projeto prevê melhorias na infraestrutura de embarque e desembarque e nas condições de atendimento aos usuários.

A carteira também contempla dragagens de manutenção, o derrocamento do Pedral do Lourenço, construção, recuperação e manutenção de Instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte (IP4), modernização de eclusas e implantação de sistemas de sinalização e monitoramento das vias navegáveis.

Na frente de concessões hidroviárias, estão em estruturação projetos nos rios São Francisco, Paraguai, Madeira e Tocantins, além da Hidrovia Verde e da Lagoa Mirim.

Fundo da Marinha Mercante concentra R$ 95 bilhões

O maior bloco apresentado pelo ministério envolve R$ 95 bilhões em financiamentos priorizados pelo Fundo da Marinha Mercante (FMM).

A previsão é direcionar R$ 60 bilhões para projetos navais e outros R$ 35 bilhões para infraestrutura portuária.

Segundo o governo, o planejamento também inclui mudanças para fortalecer o financiamento do setor, como um projeto de lei destinado à modernização do fundo e a criação de um fundo garantidor.

Portos terão 34 leilões e 70 autorizações

Na área portuária, estão previstos 34 leilões, com investimentos estimados em R$ 20,6 bilhões.

Entre os projetos de maior valor estão o Tecon Santos 10, no Porto de Santos, com R$ 6,45 bilhões; o SSB01, no Porto de São Sebastião, com R$ 3,84 bilhões; o ITJ01, em Itajaí, com R$ 2,66 bilhões; o VDC10, no Porto de Vila do Conde, com R$ 1,93 bilhão; e o IQI15, no Porto do Itaqui, com R$ 1,22 bilhão.

O ministério também trabalha com 70 autorizações portuárias para Terminais de Uso Privado (TUPs), Estações de Transbordo de Carga (ETCs) e Instalações Portuárias de Turismo (IPTur). Os projetos têm investimentos estimados em R$ 33,1 bilhões.

O Sudeste concentra R$ 14,64 bilhões desse volume, seguido pelo Sul, com R$ 7,33 bilhões. A Região Norte aparece com R$ 6,78 bilhões, enquanto o Nordeste reúne R$ 4,3 bilhões.

Além dos projetos privados, a carteira pública contempla 18 obras portuárias, com R$ 2,15 bilhões previstos. Entre as intervenções estão a modernização das defensas dos portos do Recife e Natal, a conclusão do Moegão, no Porto de Paranaguá, no Paraná, e a revitalização dos acessos terrestres ao Porto de Santana, no Amapá.

Aviação regional também entra no planejamento

Na aviação, a carteira prevê expansão da infraestrutura regional e novos investimentos vinculados a aeroportos já concedidos à iniciativa privada.

Dez aeroportos foram incluídos na repactuação do contrato de concessão do Aeroporto de Brasília, com previsão de R$ 857,8 milhões em investimentos.

Também está no planejamento a repactuação do Aeroporto de Viracopos, em Campinas, com R$ 1,5 bilhão previsto e integração de aeroportos regionais.

Outra frente envolve obras, estudos e projetos em 59 aeroportos regionais, que representam cerca de R$ 2 bilhões.

O ministério também considera ampliar atividades econômicas instaladas nos sítios aeroportuários, como centros logísticos, hotéis, escolas, hospitais e empreendimentos comerciais. Os projetos já aprovados nessa frente totalizam R$ 6,07 bilhões.

Resumo redes: A carteira inclui R$ 964 milhões previstos para a ampliação do terminal hidroviário da Manaus Moderna, prevendo melhoria da infraestrutura de embarque e desembarque e das condições de atendimento à população.