Amazonas já importou quase US$ 11 bilhões em 2026 e pode superar recorde histórico

Insumos usados pela atividade produtiva no PIM representam cerca de 85% desse valor

Contêineres empilhados de diversas empresas de logística, como Maersk, Hamburg Süd e Safmarine, em um terminal portuário
Foto: Reprodução/Internet

O Amazonas já comprou US$ 10,8 bilhões em produtos do exterior nos primeiros sete meses de 2026. O volume coloca o Estado no caminho para superar a marca de 2024, quando as importações chegaram a US$ 16,13 bilhões, o maior resultado anual da série apresentada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti).

Só em julho, foram cerca de US$ 1,83 bilhão em importações. No mesmo mês, as exportações amazonenses ficaram em US$ 120,85 milhões, levando a corrente de comércio a US$ 1,95 bilhão.

Os números fazem parte da balança comercial do Amazonas acompanhada mensalmente pela Sedecti, divulgados nesta terça-feira (18).

Recorde está no radar

Agora, com US$ 10,8 bilhões acumulados até julho, faltam cerca de US$ 5,32 bilhões para que 2026 ultrapasse o recorde de 2024.

O secretário da Sedecti, Gustavo Igrejas, considera que o resultado pode ser alcançado até o fim do ano.

“O acumulado (atual) já passa de US$ 10 bi. Então temos tudo para bater o recorde histórico de 2024 quando, de janeiro a dezembro, foram importados US$ 16,13 bilhões”.

Evolução do acumulado anual de importações:

Créditos: Sedecti

Desempenho mensal detalhado de importações em 2026:

Créditos: Sedecti

PIM pesa nas importações

A maior fatia do que entra no Amazonas é formada por bens intermediários, produtos utilizados como insumos na atividade produtiva. De janeiro a julho, essa categoria movimentou US$ 9,21 bilhões, aproximadamente 85% de todas as importações do período.

Para Gustavo Igrejas, essa composição ajuda a mostrar o ritmo da economia amazonense, principalmente da indústria instalada em Manaus.

“Sabendo que 85% do que importamos são bens intermediários, esses números apontam crescimento da atividade econômica local, especialmente do Polo Industrial de Manaus”, frisa.
Gustavo Igrejas, titular da Sedecti | Foto: Secom/AM

Depois dos bens intermediários, aparecem:

  • Combustíveis e lubrificantes, com US$ 895,95 milhões;
  • Bens de capital (BK), com US$ 537,76 milhões; e
  • Bens de consumo (BC), com US$ 158,51 milhões.

Saiba mais

Créditos: Sedecti