Bemol, Whirlpool, Cielo e BTG Pactual patrocinam formação de 800 meninas para criação de games no Amazonas
Manaós Tech Girls é voltado exclusivamente para meninas de 7 a 17 anos matriculadas na rede pública de ensino do Estado; Inscrições estão abertas
Bemol, Whirlpool, Cielo e BTG Pactual entraram como patrocinadores de um projeto que quer colocar mais meninas amazonenses no universo da tecnologia. A segunda edição do Manaós Tech Girls vai oferecer 800 vagas gratuitas para estudantes de 7 a 17 anos da rede pública de ensino de todo o Amazonas.
Durante seis meses, as participantes vão aprender a criar seus próprios jogos digitais, passando por programação, desenvolvimento de personagens, construção de cenários, mecânica e jogabilidade, criação de histórias e narrativas, além de arte e produção audiovisual.
E tem mais novidade nesta edição. Os 20 melhores jogos produzidos pelas alunas vão dividir R$ 10 mil em premiações. Cada projeto selecionado receberá R$ 500.
As primeiras 200 inscritas também ganharão bolsas integrais para estudar inglês durante 12 meses. Tanto a formação em tecnologia quanto o curso de inglês serão gratuitos.
Quem pode participar?
O Manaós Tech Girls é voltado exclusivamente para meninas de 7 a 17 anos matriculadas na rede pública de ensino do Amazonas. Para alcançar estudantes de diferentes partes do estado, as aulas serão divididas em dois formatos.
As participantes de 7 a 11 anos terão atividades presenciais, enquanto as adolescentes de 12 a 17 anos participarão da formação de forma on-line.
As inscrições já começaram e seguem abertas até 15 de setembro de 2026, pelo site oficial do Manaós Tech Girls. Informações também podem ser obtidas pelas redes sociais do projeto, no perfil @manaostechgirls, ou pelo WhatsApp (92) 99102-0189.
A iniciativa é realizada pela escola Manaós Tech for Kids por meio do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), mecanismo da Lei Rouanet, e apresentada pelo Ministério da Cultura.
Segundo Ana Beatriz Figueiredo, coordenadora de Comunicação do projeto, a chegada de novos patrocinadores amplia o alcance da iniciativa nesta segunda edição.
“Queremos que mais meninas da rede pública de ensino do Amazonas tenham acesso gratuito à formação em tecnologia e desenvolvam novas habilidades por meio da criação de jogos digitais. Nessa edição, esse propósito ganha ainda mais força com a chegada de marcas parceiras que acreditam no potencial das meninas da Amazônia”, ressalta.
Games com a Amazônia no centro
O projeto não ensina apenas programação. A proposta é fazer com que as próprias estudantes transformem elementos da Amazônia em histórias, personagens e desafios dentro dos games.
Foi o que aconteceu na primeira edição.
Maria Luiza Gomes Freitas conquistou o primeiro lugar com “A Cura para a Amazônia”, jogo que coloca o Curupira como personagem central. No game, o personagem precisa recolher resíduos deixados por humanos na floresta enquanto enfrenta desafios pelo caminho. Em outra fase, a missão chega ao ambiente urbano.
Para Maria Luiza, participar do projeto abriu portas que antes pareciam distantes.
“O jogo que eu criei conseguiu mudar a minha vida e abriu portas para áreas que eu provavelmente nunca conseguiria abrir sem a ajuda do Manaós Tech Girls. Eu fico feliz por essa oportunidade que o curso me ajudou a ter e porque esse é um conhecimento que vai agregar para a vida toda”, conta.
Outra participante da primeira edição começou o projeto praticamente do zero. Izabelle Souza de Menezes Martins tinha 9 anos quando venceu a categoria “Jogo Mais Criativo” com “O Saci e o Guaraná”.
Antes das aulas, ela conta que sequer tinha contato com computadores.
“Antes do projeto eu não tinha qualquer contato com o computador e nem imaginava o que existia por trás dos jogos. Então, eu aprendi que criar um jogo exige muita criatividade, muita lógica e trabalho em equipe”.
No game desenvolvido por Izabelle, o Saci precisa coletar guaranás enquanto pula entre plataformas ao longo de três fases. O jogador também precisa evitar obstáculos e concluir a missão antes que o tempo acabe.
Agora, uma nova turma terá a oportunidade de desenvolver suas próprias ideias. Ao final dos seis meses de formação, os 20 melhores jogos ou projetos serão reconhecidos em um evento de premiação.
Cada trabalho poderá conquistar apenas um prêmio e precisará seguir os critérios técnicos, culturais e criativos definidos pelo Manaós Tech Girls e relacionados aos eixos estabelecidos pelo projeto e seus patrocinadores.