Braga diz que Polo Industrial 4 pode viabilizar cerca de R$ 12 bilhões em investimentos para Manaus

Senador também sugere novo sistema viário para agilizar o transporte de cargas do PIM

Senador Eduardo Braga falando em microfone durante reunião
Senador Eduardo Braga | Foto: Reprodução/Internet

O Polo Industrial de Manaus pode ganhar uma nova área para receber fábricas. O senador Eduardo Braga (MDB-AM) propôs a criação do chamado Polo 4, com aproveitamento de terras da União ligadas à estrutura aeroportuária da capital. A discussão envolve cerca de 8 milhões de metros quadrados e foi apresentada durante a 324ª Reunião do Conselho de Administração da Suframa (CAS), na última sexta-feira (14).

A proposta faz parte de um plano mais amplo de expansão do PIM, que também poderia alcançar terrenos no entorno do aeroporto e ao longo das rodovias federais. Segundo Braga, a disponibilidade de novas áreas ajudaria a receber empreendimentos já aprovados pela Suframa e abriria caminho para outros projetos.

A estimativa apresentada pelo senador é de que esse movimento possa viabilizar cerca de R$ 12 bilhões em investimentos, com geração de empregos na indústria, nos serviços e na construção civil.

A criação do Polo 4 recebeu uma sinalização positiva do ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, que presidiu a reunião.

“Vou tomar parte dessa discussão e acompanhar a questão da criação do Polo 4 para ampliação do Polo Industrial de Manaus. Assumo esse compromisso”, declarou.

A manifestação, no entanto, ainda não representa uma aprovação do projeto.

Proposta de novo sistema viário

Braga também colocou na discussão uma área das Forças Armadas atrás do aeroporto de Ponta Pelada, mas com outro objetivo. A proposta é conversar com a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) para avaliar o uso do espaço na implantação de um novo sistema viário para carretas e contêineres que atendem o Distrito Industrial.

Segundo o senador, a concentração dos portos privados em uma mesma região da cidade cria gargalos no transporte. Uma carreta pode gastar entre 12 e 16 horas no processo de entrada e saída dos terminais. A nova ligação seria uma alternativa para reduzir esse tempo e facilitar o escoamento das cargas do PIM.

Na avaliação apresentada por Braga, uma circulação mais rápida poderia melhorar entre 15% e 20% o desempenho do sistema just in time das fábricas. Na prática, esse modelo depende da chegada de peças e componentes dentro dos prazos necessários para manter as linhas de produção abastecidas, o que torna atrasos logísticos especialmente caros para a indústria.

Projetos também esbarram nos PPBs

Durante o encontro, Braga pediu ao Governo Federal mais rapidez na análise dos Processos Produtivos Básicos (PPBs), que estabelecem as etapas mínimas de fabricação exigidas para que determinados produtos tenham acesso aos incentivos da Zona Franca de Manaus.

“Existem alguns Processos Produtivos Básicos já devidamente analisados, já devidamente documentados do ponto de vista técnico e que estão aguardando uma deliberação por parte do Governo Federal”, afirmou. 

Segundo o senador, a demora nessas decisões interfere no início de novas operações e também em projetos de expansão e modernização de fábricas.