Eneva inicia operação comercial da termelétrica Azulão I

Segunda etapa do projeto deve entrar em operação em julho de 2027; Complexo poderá chegar a 950 MW

Vista aérea da termelétrica Azulão I da Eneva e GE Vernova, com estruturas industriais em meio à floresta amazônica
Foto: Reprodução/Internet

A  primeira parte do Complexo Azulão já está funcionando no interior do Amazonas. Eneva e GE Vernova iniciaram a operação comercial da termelétrica Azulão I, instalada em Silves, a cerca de 330 quilômetros de Manaus.

A usina entra no sistema com compromisso de fornecer até 295 MW de capacidade. A energia produzida será destinada ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

Azulão I é a primeira de duas termelétricas previstas para o complexo. A segunda, Azulão II, tem início da operação comercial previsto para julho de 2027.

Juntas, as duas unidades recebem um investimento de R$ 5,8 bilhões e poderão chegar a 950 MW. Pelas contas das empresas, essa quantidade de energia seria suficiente para atender cerca de 4 milhões de residências.

Do gás à energia

O projeto aproveita o gás natural da própria região para gerar eletricidade. É o modelo que a Eneva chama de Reservoir-to-Wire (R2W): o combustível é usado para produzir energia perto de onde é extraído.

Na Azulão I, a geração é feita com uma turbina a gás 7HA.02, da GE Vernova, ligada a um gerador H65.

A turbina consegue aumentar ou diminuir a geração de acordo com a necessidade do sistema elétrico. Essa flexibilidade ganha importância principalmente quando há maior participação de fontes como solar e eólica, cuja geração varia conforme as condições naturais.

Energia entra no sistema nacional

Outro desafio do projeto foi conectar a nova usina à rede que transporta energia para outras partes do país. Azulão I está ligada ao corredor Tucuruí–Macapá–Manaus, uma estrutura de transmissão com aproximadamente 1.850 quilômetros.

Para fazer essa conexão, foram instalados equipamentos de proteção contra oscilações que poderiam afetar a turbina e a transmissão da energia.

A GE Vernova também ficará ligada ao projeto depois da entrega da usina. O contrato prevê serviços de manutenção pelos próximos 15 anos.