Futuros oficiais de Estado-Maior vêm a Manaus estudar ZFM, Reforma Tributária e tecnologias de defesa
Imersão da ECEME passou pelo PIM, Suframa, indústria de defesa e centros de pesquisa para entender como economia, logística e inovação se conectam à segurança da Amazônia
A Zona Franca de Manaus entrou na formação de futuros oficiais de Estado-Maior do Exército como parte de uma discussão que foi além da defesa territorial. Segundo o Defesa em Foco, entre 31 de agosto e 4 de setembro, alunos e instrutores da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME) estiveram em Manaus para estudar, diretamente na Amazônia, temas que envolvem Reforma Tributária, Base Industrial de Defesa, logística, produção industrial e tecnologias consideradas estratégicas para o país.
A agenda integrou a VEE 2026 e reuniu alunos do segundo ano do Curso de Comando e Estado-Maior, além de participantes de outros cursos da instituição. A proposta foi colocar os militares em contato com diferentes dimensões da região, aproximando a formação de Estado-Maior de questões econômicas, tecnológicas e logísticas que também influenciam a capacidade de defesa e a presença do Estado na Amazônia.
Um dos principais pontos da programação ocorreu na Suframa. Os oficiais conheceram o funcionamento do modelo Zona Franca de Manaus e discutiram os efeitos da Reforma Tributária sobre a competitividade do Polo Industrial de Manaus (PIM). A apresentação também abordou as salvaguardas constitucionais do modelo, incentivos destinados a Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) e a relação da ZFM com soberania, segurança e preservação ambiental na Amazônia Ocidental.
“Iniciativas como essa promovem a integração de saberes e a capacitação de novos líderes estratégicos do país acerca das particularidades e da relevância geopolítica do desenvolvimento regional da Amazônia”, destacou o superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro.
A passagem pelo setor produtivo não ficou restrita à discussão tributária. A comitiva visitou a fábrica da Honda, no Polo Industrial de Manaus, para conhecer de perto uma das principais operações industriais instaladas na região, e a Transportes Bertolini, onde o foco esteve nos desafios da logística amazônica. O grupo também passou pelo Conselho da Indústria de Defesa da Amazônia (Condefesa), que atua na articulação da indústria regional ligada ao setor de defesa.
Os militares participaram ainda de navegação pelo Rio Negro com o Centro de Embarcações do Comando Militar da Amazônia (CECMA), unidade relacionada ao apoio e à movimentação fluvial do Exército na região. Também passaram pelo Comando Militar da Amazônia (CMA) e pelo Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), ampliando a análise sobre as particularidades de operar em um território no qual rios, grandes distâncias e baixa integração terrestre condicionam tanto atividades militares quanto econômicas.
Outro eixo da imersão colocou Manaus no centro da discussão sobre tecnologias estratégicas. A comitiva esteve no Centro Regional do Censipam e no Instituto de Pesquisas do Exército na Amazônia (Ipeam), inaugurado em junho deste ano. O instituto desenvolve pesquisas voltadas à defesa, preservação e monitoramento da Amazônia em áreas como inteligência artificial, análise de imagens, proteção de dados, biotecnologia, bioinformática e aplicações de tecnologias quânticas.
Na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), a corrida internacional por tecnologias quânticas também entrou na programação, com discussão sobre seus impactos para a área de Defesa. A agenda científica incluiu ainda o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), enquanto a passagem pela Fecomércio-AM acrescentou ao roteiro a perspectiva do setor de comércio e serviços.
Resumo redes: Imersão da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), entre 31 de agosto e 4 de setembro, passou pelo PIM, Suframa, indústria de defesa e centros de pesquisa para entender como economia, logística e inovação se conectam à segurança da Amazônia.