Hapag-Lloyd anuncia novo reajuste em rotas para a América Latina

Companhia aumentará suas tarifas de frete marítimo do Mediterrâneo Oriental (excluindo Grécia) para Caribe, América Central e costa oeste da América do Sul, com vigência a partir de 1º de outubro deste ano

Hapag-Lloyd anuncia novo reajuste em rotas para a América Latina
Foto: Reprodução/Internet

A Hapag-Lloyd anunciou aumento das tarifas de frete marítimo na rota que parte do Mediterrâneo Oriental, excluindo a Grécia, com destino ao Caribe, à América Central e à costa oeste da América do Sul. O reajuste entra em vigor em 1º de outubro de 2026 e permanece válido até novo aviso, conforme informou o Container News.

O aumento abrange contêineres secos de 20 e 40 pés, contêineres refrigerados (reefer) e equipamentos high-cube. A medida alcança três segmentos geográficos de destino: Caribe, América Central e costa oeste da América do Sul.

O anúncio integra um ciclo mais amplo de reajustes que o armador vem implementando em diferentes corredores ao longo de 2026. Em junho deste ano, a Hapag-Lloyd anunciou aumentos de US$ 300 por contêiner de 20 pés e US$ 600 por contêiner de 40 pés nas rotas do Mediterrâneo para América do Norte e México, com vigência a partir de 1º de julho.

Em agosto, a armadora divulgou um Aumento Geral de Tarifas (GRI) de US$ 1.000 por contêiner em rotas originárias do Subcontinente Indiano, Paquistão e Oriente Médio com destino à América do Norte, com entrada em vigor em 15 de setembro, conforme reportou o Container News em 17 de agosto. Em setembro, implementou um GRI para o serviço Conosur, que opera na rota da Costa Leste para a Costa Oeste da América do Sul, a partir de 4 de setembro.

Pressão generalizada sobre o frete na região

O reajuste ocorre em um ambiente de pressão ampla sobre as tarifas marítimas. Segundo análise da C.H. Robinson publicada em abril de 2026, transportadoras vêm introduzindo GRIs e sobretaxas em mercados de exportação da América Latina, incluindo Brasil e costa oeste do continente, após um período de reduções anteriores. A aceitação desses reajustes, no entanto, permanece desigual: a capacidade disponível continua a superar a demanda em várias faixas de rota, embora surjam restrições localizadas, como congestionamento portuário e disponibilidade limitada de espaço refrigerado.

Ainda conforme a C.H. Robinson, três fatores moldam a dinâmica de mercado na região: redirecionamento de rotas em razão de conflitos geopolíticos, aumento dos custos de combustível e gestão contínua da capacidade pelas armadoras. Essas pressões encurtam as janelas de preço e ampliam a variabilidade de custos, com crescente participação de componentes variáveis, especialmente sobretaxas ligadas ao combustível, no total pago pelos embarcadores.

Dados apurados pelo FUP apontam volatilidade nos índices de frete para a América Latina. A costa oeste da região registrou crescimento semanal de 11,1% em período recente, alcançando 6.145 pontos no índice de frete, enquanto a costa leste avançou 7,07%, para 7.149 pontos. Os fretes spot entre o Extremo Oriente e a costa oeste da América do Sul chegaram a US$ 7.800 por FEU, refletindo demanda aquecida, controle de capacidade pelas armadoras e tensões geopolíticas que provocam desvios de rotas e reduzem a disponibilidade de espaço nos navios.

Resumo redes: Companhia anunciou aumento das tarifas de frete marítimo na rota que parte do Mediterrâneo Oriental, excluindo a Grécia, com destino ao Caribe, à América Central e à costa oeste da América do Sul. O reajuste entra em vigor em 1º de outubro deste ano.