Maersk anuncia sobretaxa de até US$ 1 mil para cargas da América do Sul
As alterações serão aplicadas em diferentes datas a partir de setembro e outubro e refletem tanto ajustes comerciais nas rotas sul-americanas quanto o aumento dos custos energéticos provocado pelas interrupções no fornecimento de combustíveis do Oriente Médio
A Maersk anunciou novas sobretaxas para operações envolvendo a Costa Leste da América do Sul e mercados do Norte da Europa, com impactos sobre embarques internacionais e transportes terrestres. As medidas incluem uma Peak Season Surcharge (PSS) de até US$ 1.000 por contêiner para cargas partindo de Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina, além de uma cobrança emergencial ligada aos custos de combustível em países nórdicos e bálticos.
Segundo a Container News, as alterações serão aplicadas em diferentes datas a partir de setembro e outubro de 2026 e refletem tanto ajustes comerciais nas rotas sul-americanas quanto o aumento dos custos energéticos provocado pelas interrupções no fornecimento de combustíveis do Oriente Médio.
Na América do Sul, a principal mudança entra em vigor em 8 de outubro. De acordo com a Container News, a Maersk vai introduzir ou revisar a PSS para embarques originados no Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina. Para cargas destinadas à Costa Oeste da América do Sul, a sobretaxa será de US$ 1.000 por contêiner dry. Os embarques com destino ao Caribe e à Costa do Golfo dos Estados Unidos estarão sujeitos a uma cobrança adicional de US$ 500 por contêiner.
A medida será aplicada a todos os tamanhos de contêineres dry e terá como referência a Price Calculation Date (PCD), utilizada pela Maersk para determinar a data válida para o cálculo dos preços. Além disso, outras cobranças locais ou taxas contingenciais poderão continuar sendo aplicadas de acordo com cada operação, conforme informou a Container News.
Enquanto isso, no Norte da Europa, a companhia passou a adotar uma Emergency Inland Fuel/Energy Surcharge para operações terrestres do tipo Store Door em determinados mercados nórdicos e bálticos. A cobrança entrou em vigor em 9 de setembro de 2026 e permanecerá válida até novo aviso. Segundo a Container News, a Maersk atribuiu a decisão ao aumento dos preços dos combustíveis associado às interrupções no fornecimento provenientes do Oriente Médio.
Os percentuais variam conforme o país. A Estônia terá a maior cobrança, equivalente a 20% sobre as operações afetadas. Em seguida aparecem Dinamarca, com 13%, Letônia, com 12%, e Suécia, com 9%. Na Finlândia, o adicional será de 5%, enquanto a Lituânia terá uma cobrança de 4%. Para a Noruega, a Maersk indicava um percentual de 0%.
A sobretaxa emergencial europeia será aplicada aos embarques Store Door cuja PCD seja igual ou posterior a 9 de setembro. Apesar do aumento para operações dependentes de combustíveis convencionais, alternativas logísticas específicas permanecem fora da medida neste momento.
Vale lembrar, que nesse caso, soluções envolvendo caminhões elétricos e transporte ferroviário não serão afetadas pela cobrança emergencial.
Revisão semanal e atenção dos embarcadores
A Maersk também informou que os percentuais aplicados nos mercados nórdicos e bálticos serão revisados semanalmente, permitindo ajustes conforme a evolução dos custos de energia e das condições de abastecimento. Com isso, as cobranças poderão mudar caso ocorram alterações relevantes no cenário de fornecimento de combustíveis.
As novas medidas ampliam a atenção dos embarcadores para os custos adicionais associados ao transporte internacional. Enquanto na América do Sul a mudança está concentrada nas sobretaxas de alta temporada aplicadas a determinadas rotas marítimas, no Norte da Europa o impacto está diretamente relacionado ao transporte terrestre e à volatilidade dos combustíveis.
Importadores, exportadores e operadores logísticos precisarão considerar esses adicionais no planejamento de embarques programados para as próximas semanas.
Resumo redes: As alterações serão aplicadas em diferentes datas a partir de setembro e outubro e refletem tanto ajustes comerciais nas rotas sul-americanas quanto o aumento dos custos energéticos provocado pelas interrupções no fornecimento de combustíveis do Oriente Médio