Manaus recebe exercício que simula ataques cibernéticos contra energia, telecomunicações e outros serviços essenciais
Capital amazonense integra operação do Exercício Guardião Cibernético, que reúne mais de 1,3 mil participantes, 300 organizações e representantes de 14 países para testar respostas a ataques contra infraestruturas críticas
Manaus recebe, entre os dias 21 e 25 de setembro, uma das etapas do Exercício Guardião Cibernético, operação que vai simular ataques digitais contra serviços essenciais, como energia, abastecimento de água, telecomunicações e sistema financeiro.
A capital amazonense integra uma estrutura descentralizada que também terá polos em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Recife e Belém. Ao todo, mais de 1,3 mil participantes, 300 organizações e representantes de 14 países participam da edição de 2026.
As simulações vão reproduzir cenários de ataques cibernéticos capazes de comprometer infraestruturas críticas e testar planos de contingência diante de incidentes complexos e coordenados.
Manaus entra na estrutura nacional de defesa cibernética
O exercício é realizado anualmente sob responsabilidade do Ministério da Defesa e coordenado pelo Exército Brasileiro, por meio do Comando de Defesa Cibernética, com participação da Marinha e da Força Aérea.
Além das Forças Armadas, participam órgãos públicos, entidades reguladoras e operadores de setores considerados estratégicos.
A proposta é avaliar a capacidade de resposta das instituições e a integração entre diferentes áreas em situações que possam afetar serviços essenciais e gerar impactos econômicos e sociais.
No dia 22 de setembro, o comandante militar da Amazônia, general Viana Filho, receberá a imprensa no auditório da Escola Superior de Tecnologia da Universidade do Estado do Amazonas, em Manaus, para apresentar detalhes da participação local no exercício.
Cibernética é área estratégica de defesa
A defesa cibernética é um dos setores considerados estratégicos pela Estratégia Nacional de Defesa.
A área envolve a proteção de sistemas informatizados usados tanto em estruturas civis quanto militares, incluindo redes de comunicação, radares, equipamentos operacionais e sistemas de defesa.
No âmbito das Forças Armadas, a responsabilidade pela coordenação do setor cabe ao Exército, por meio do Comando de Defesa Cibernética, que reúne militares das três Forças e também atua em apoio a outros órgãos governamentais.
Além das simulações, a programação do Guardião Cibernético inclui palestras e atividades educativas abertas ao público.
Resumo redes: Capital amazonense integra operação do Exercício Guardião Cibernético, que reúne mais de 1,3 mil participantes, 300 organizações e representantes de 14 países para testar respostas a ataques contra infraestruturas críticas.