Novo porto seco em Roraima quer virar rota para a carga da Zona Franca

Grupo BAMS venceu a concessão da Receita Federal para implantar e operar o terminal alfandegado por 25 anos

Projeto de um terminal de porto seco com caminhões e contêineres, sob um céu azul, em Boa Vista, Roraima
Projeto do porto seco que será implantado em Boa Vista (RR) | Foto: Reprodução/Redes sociais

As indústrias da Zona Franca de Manaus (ZFM) podem ganhar uma nova alternativa para escoar mercadorias e receber insumos. O Grupo BAMS apresentou à Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) o projeto do Porto Seco de Boa Vista (RR), que será implantado após a empresa conquistar a concessão da Receita Federal para administrar o terminal pelos próximos 25 anos.

Um porto seco é um terminal alfandegado localizado no interior de um país, longe da costa ou de um porto marítimo, onde são realizados praticamente os mesmos procedimentos aduaneiros de um porto ou aeroporto internacional. Na prática, ele funciona como uma extensão da Receita Federal para o comércio exterior.

A proposta é transformar o empreendimento em um novo corredor logístico para atender empresas da Região Norte, oferecendo uma rota complementar às já utilizadas pelas indústrias do Amazonas. Segundo o Grupo BAMS, o objetivo é reduzir custos, dar mais agilidade às operações de importação e exportação e ampliar a conexão da região com o mercado internacional.

"Viemos criar uma conexão entre o Porto Seco de Boa Vista e as indústrias e o comércio de Manaus, visando uma sinergia capaz de gerar grandes oportunidades de negócios. Nossa proposta é oferecer uma alternativa logística viável, segura e eficiente para toda a Região Norte", disse o head de Operações do Grupo BAMS, Alexandre Brito.

O porto seco será instalado em uma área já pronta, com cerca de 6 mil metros quadrados de infraestrutura construída, o que deve acelerar o início das operações. O terminal ficará em um ponto estratégico para atender as ligações entre Boa Vista, Manaus, Guiana e Venezuela, facilitando o transporte de cargas para diferentes mercados.

A Fieam sinalizou apoio ao projeto e informou que pretende aproximar o Grupo BAMS das empresas do Polo Industrial de Manaus para discutir soluções capazes de fortalecer a infraestrutura logística e ampliar a inserção dos produtos fabricados na Amazônia nos mercados nacional e internacional.