Pai e filho criam o jogo 'Dominó Futebol Clube' e buscam parceiros para produção no PIM
Campanha de financiamento coletivo começa nesta sexta-feira (7); Entenda
Um jogo criado no Amazonas quer dar o próximo passo também dentro do estado: sair do projeto e entrar na linha de produção do Polo Industrial de Manaus (PIM).
Os amazonenses Heimar Pinheiro de Oliveira e Heriam Brito de Oliveira, pai e filho, criadores do Dominó Futebol Clube (DFC), começam nesta sexta-feira (7) uma campanha de financiamento coletivo para viabilizar a primeira produção do jogo. Paralelamente, a dupla procura empresas do PIM interessadas em participar da fabricação.
A ideia é encontrar em Manaus gráficas, fabricantes de peças plásticas por injeção e empresas de montagem e embalagem capazes de produzir o tabuleiro e seus componentes com qualidade e preço competitivo.
O desafio não é pequeno. Segundo os criadores, fabricar na China ainda é o caminho mais barato, e boa parte dos jogos de tabuleiro comercializados no Brasil segue justamente essa rota. Antes de recorrer ao mercado asiático, porém, pai e filho querem tentar manter a produção em casa, aproveitando a estrutura industrial de Manaus e as vantagens oferecidas pelo modelo Zona Franca.

“Nossa intenção sempre foi desenvolver um produto com DNA amazonense e encontrar parceiros para fabricá-lo no Brasil. Queremos mostrar que também é possível criar tecnologia, propriedade intelectual e entretenimento a partir da Amazônia”, diz Heimar.
Futebol encontra o dominó
O projeto levou cerca de um ano para chegar ao formato atual e nasceu da mistura de duas paixões bastante conhecidas por aqui: futebol e dominó de cinco pontas, modalidade tradicional na Região Norte.
No DFC, porém, as pedras ganham outra função. Cada jogada interfere diretamente no que acontece dentro de campo: pode movimentar um jogador, abrir espaço para um passe ou iniciar um contra-ataque.
A proposta passou por diferentes versões, da cortiça até chegar a um tabuleiro magnético em 3D. Desde o início, segundo os criadores, a intenção era encontrar um equilíbrio: ser simples o suficiente para alguém aprender já na primeira partida, mas estratégico para continuar interessante entre amigos, famílias e jogadores mais experientes.
O projeto também junta experiências diferentes dentro da mesma família. Heimar traz conhecimentos em gerenciamento de projetos, publicação de livros e design 3D. Heriam, por sua vez, atua com games e já liderou equipes em diferentes maratonas de desenvolvimento de jogos.
Da parceria nasceu a QiPrest, empresa registrada no Amazonas e responsável pelo projeto.
“Não queremos competir com o celular por atenção. Queremos oferecer o oposto dele: um jogo que funcione unindo pessoas, rindo, se divertindo no mundo real”.
Um mês para tirar o DFC do papel
Entre 7 de agosto e 7 de setembro, a QiPrest manterá no Catarse, plataforma de financiamento coletivo, uma campanha para levantar os recursos necessários à primeira produção do Dominó Futebol Clube

Na prática, o sistema funciona como uma pré-venda. Quem participa reserva uma unidade do jogo com condições e vantagens exclusivas da campanha e, ao mesmo tempo, ajuda a financiar a fabricação.
Caso a meta estabelecida seja alcançada, os recursos são destinados à produção e os apoiadores recebem posteriormente seus jogos. Se o valor necessário não for atingido, a plataforma devolve integralmente o dinheiro aos participantes.
Para Heimar, explicar esse funcionamento a quem nunca participou de um financiamento coletivo é um dos desafios para fazer a campanha avançar.
“Muitas pessoas ainda não entendem como funciona. Elas precisam saber que o risco é zero. Se a campanha não atingir a meta, o dinheiro é devolvido automaticamente e ninguém tem prejuízo”.