Prefeitura de Manaus aplica multa de R$ 4,5 milhões à Innova
Equipes municipais apuram possíveis danos ao solo e a um igarapé próximo da petroquímica após vazamento de monômero de estireno, ocorrido nesta quarta-feira (15)
A Prefeitura de Manaus multou a petroquímica Innova em R$ 4,5 milhões pela emissão de gases provocada pelo vazamento de monômero de estireno registrado na unidade da empresa, localizada no Distrito Industrial, na zona Sul da capital. Além da penalidade, equipes municipais investigam se o incidente causou impactos ambientais na área ao redor da fábrica.
A informação foi divulgada nesta quinta-feira (16) pelo secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), François Matos, durante entrevista ao programa 17 Horas, da TV A Crítica. Segundo ele, a ocorrência já levou centenas de pessoas a buscar atendimento médico e, apenas nesta quinta-feira, quatro casos considerados graves foram registrados.
"Já foram centenas de pessoas hospitalizadas. Ainda hoje foram registrados quatro casos graves. É uma situação que precisa ser tratada com todo o cuidado na área ambiental. Já estão sendo realizadas análises técnicas. Inclusive, minha equipe, juntamente com o Implurb e a Visa Manaus, esteve no local nesta manhã para realizar toda a avaliação técnica", ressaltou.
Durante as vistorias realizadas na unidade industrial, técnicos identificaram fissuras na estrutura da empresa e um vazamento na bacia de contenção. De acordo com o secretário, ainda é cedo para confirmar se houve contaminação do solo ou de um igarapé localizado nas proximidades, mas amostras estão sendo coletadas para avaliar a extensão dos possíveis danos.
"É prematuro afirmar que houve contaminação do solo. Existe um igarapé próximo, e a drenagem pode ter levado agentes contaminantes, mas ainda não é possível fazer essa afirmação. Estamos realizando análises, coletando amostras e documentando toda a ocorrência. A fissura é real, existe um vazamento na bacia de contenção. A multa referente à emissão de gases já foi aplicada e, agora, estamos avaliando toda a área do entorno para medir a extensão do impacto ambiental", explicou.
As investigações seguem sob responsabilidade de um comitê de crise criado pela Prefeitura de Manaus. O grupo reúne equipes da Semmas, do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), da Vigilância Sanitária (Visa Manaus) e de outros órgãos municipais, que permanecem monitorando a área e adotando medidas para reduzir os impactos ambientais e os riscos à saúde da população.