Queda da indústria de transformação derruba PIB do Amazonas em 0,8% no segundo trimestre
Estudo da FGV mostra que eletrônicos, informática e máquinas pressionaram a economia amazonense. Roraima liderou o crescimento de PIB no Norte, com alta de 2,9%, enquanto o Pará recuou 0,2%. Com Amazonas e Pará representando mais de 60% do PIB regional, o Norte avançou apenas 0,2% no período
A economia do Amazonas recuou 0,8% no segundo trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado, e registrou o pior desempenho entre os estados da Região Norte. O resultado foi puxado principalmente pela indústria, com peso maior da indústria de transformação.
Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), apresentados pelo G1 Amazonas neste sábado (12), segmentos ligados à fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, além de máquinas e outros equipamentos, apresentaram queda no período e ajudaram a pressionar o desempenho da economia amazonense.
O resultado colocou o Amazonas na contramão da maior parte dos estados da região. Enquanto a economia amazonense encolheu, Roraima avançou 2,9% e registrou a maior alta do Norte, acima inclusive da média nacional, que ficou em 2%.
O Pará também terminou o trimestre no campo negativo, com retração de 0,2%. Como Amazonas e Pará respondem, juntos, por mais de 60% do PIB regional, o desempenho das duas maiores economias do Norte limitou o resultado da região.
Com isso, o PIB do Norte cresceu apenas 0,2% no segundo trimestre de 2026, mesmo com resultados positivos registrados em outros estados.

Indústria de transformação pesa no resultado
No Amazonas, a indústria de transformação teve papel decisivo na retração. O setor reúne atividades responsáveis por transformar matérias-primas em produtos industrializados, como alimentos, bebidas, eletrônicos, produtos químicos, veículos e itens metalúrgicos.
Dentro desse conjunto, o levantamento destaca justamente a redução em atividades ligadas à informática, eletrônicos, produtos ópticos e fabricação de máquinas e equipamentos, segmentos que têm peso relevante na estrutura da Zona Franca.
O estudo “Desempenho do PIB da Região Norte no 2º trimestre de 2026” foi elaborado pelos economistas Juliana Trece e Claudio Considera.
As estimativas foram produzidas pelo Núcleo de Contas Nacionais da instituição com base nos dados econômicos disponíveis e comparadas com informações do Sistema de Contas Regionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os dados consolidados do IBGE para as economias estaduais vão até 2023. Por isso, os números mais recentes apresentados pelo FGV IBRE funcionam como estimativas para acompanhar o comportamento do PIB regional antes da divulgação oficial das contas estaduais.
Resumo redes: Estudo da FGV mostra que eletrônicos, informática e máquinas pressionaram a economia amazonense. Roraima liderou o crescimento de PIB no Norte, com alta de 2,9%, enquanto o Pará recuou 0,2%. Com Amazonas e Pará representando mais de 60% do PIB regional, o Norte avançou apenas 0,2% no período.