Rotas do Distrito Industrial podem parar nesta sexta-feira (14)

Negociação salarial terminou sem acordo até o momento

Ônibus de transporte fretado estacionados em pátio, com outros veículos ao fundo, em Manaus
Foto: Zenatur

A sexta-feira (14) pode começar com um problema a mais para as fábricas do Polo Industrial de Manaus (PIM). Os trabalhadores responsáveis pelo transporte fretado que atende o Distrito Industrial avaliam entrar em greve após as negociações salariais com as empresas do setor terminarem, até agora, sem acordo.

A paralisação ainda não está confirmada, mas passou a ser uma possibilidade depois que a categoria rejeitou a proposta apresentada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento de Manaus (Sifetran).

O alerta partiu do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Especial, Turismo e Fretamento de Manaus (Sindespecial). Segundo o presidente da entidade, Josildo Oliveira, os valores colocados na mesa pelas empresas foram considerados insuficientes pelos trabalhadores.

Com isso, o impasse deixa de ser apenas uma discussão salarial e acende um alerta dentro do próprio PIM: é justamente esse serviço de fretamento que coloca diariamente trabalhadores dentro dos ônibus para chegar às fábricas e voltar para casa.

Confira explicação de Josildo Oliveira em vídeo publicado nas redes sociais:

O que acontece se houver greve?

O impacto pode aparecer principalmente nas trocas de turno.

Milhares de trabalhadores utilizam o transporte fretado para se deslocar entre diferentes regiões de Manaus e os Distritos Industriais. Sem os ônibus, funcionários podem enfrentar dificuldades para chegar às empresas, com possíveis reflexos na rotina das linhas de produção.

A dimensão de uma eventual paralisação, porém, dependerá da adesão dos trabalhadores e de quanto tempo o movimento durar.

Por enquanto, portanto, os ônibus continuam circulando e não há greve decretada.

A sexta-feira aparece como a data a partir da qual a categoria pode cruzar os braços caso o impasse permaneça. Até lá, ainda há espaço para novas negociações entre representantes dos trabalhadores e das empresas e, consequentemente, para um acordo que evite a paralisação.