Rotas do Distrito Industrial são afetadas por paralisação nesta quinta (20). Motoristas cobram reajuste salarial de 7%
Categoria também reivindica mudanças na jornada, pagamento de vale-refeição e de horas extras
A quinta-feira (20) começou fora da rotina para trabalhadores que dependem dos ônibus fretados para chegar às fábricas do Distrito Industrial de Manaus. Parte das rotas do transporte especial deixou de operar após os motoristas iniciarem uma paralisação pela manhã.
O reflexo apareceu antes mesmo da entrada nas empresas. Funcionários que aguardavam o transporte nos pontos de embarque tiveram de procurar alternativas e recorrer, em alguns casos, aos ônibus do sistema convencional para conseguir chegar ao trabalho.
Ônibus do serviço especial também ficaram concentrados em diferentes trechos da cidade. Houve veículos parados nas proximidades da Bola da Samsung e da Rotatória do Coroado, na zona leste, e da Bola da Suframa, na zona sul.
De 3% para 7%
Por trás da interrupção das rotas está uma negociação salarial que ainda não chegou a um acordo.
A proposta apresentada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento (Sifetran) prevê reajuste de 3%. Os trabalhadores recusaram o percentual e reivindicam aumento de 7%.
A discussão envolve ainda outros pontos da rotina dos condutores. O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Especiais de Manaus (Sindespecial) cobra redução da jornada, melhores condições de trabalho e mudanças relacionadas à alimentação.
Também estão entre as reivindicações o fim do terceiro turno, pagamento de vale-refeição e de horas extras.
Até o momento, os trabalhadores sustentam que os veículos não voltarão às rotas enquanto as reivindicações não forem atendidas. O impasse coloca no centro da mobilização um serviço diretamente ligado à rotina do Polo Industrial, responsável por levar funcionários até as fábricas espalhadas pelo Distrito Industrial.