Vammo já tem mais demanda do que motos disponíveis e acelera montagem de novas unidades no PIM

Motos da marca são montadas em Manaus por meio de parceria com a DBS; Até dezembro, 6 mil novas unidades devem estar nas ruas

Vammo já tem mais demanda do que motos disponíveis e acelera montagem de novas unidades no PIM
Billy Blaustein e Jack Sarvary, fundadores da Vammo | Foto: Divulgação

A Vammo chegou a um problema que muitas empresas gostariam de ter: há mais gente querendo suas motos do que veículos disponíveis. Com cerca de 9 mil unidades em circulação e taxa de ocupação de 97%, a startup quer colocar mais 6 mil motos nas ruas até dezembro, e Manaus está diretamente ligada a essa corrida.

A título de explicação, a Vammo é uma startup de mobilidade elétrica que trabalha principalmente com motos elétricas por assinatura. Na prática, o cliente paga uma mensalidade para usar a moto, em vez de precisar comprá-la.

As motocicletas elétricas da empresa são montadas no Polo Industrial de Manaus (PIM) em parceria com a DBS, no sistema CKD (Completely Knocked Down), com componentes que chegam em kits para montagem local. Para 2026, a operação amazonense trabalha com a previsão de produzir 15 mil unidades, acompanhando o crescimento da frota da Vammo e a procura pelo serviço.

“A gente está encontrando muito mais demanda do que temos motos. Estamos contraídos pela oferta”, disse Jack Sarvary, CEO e cofundador da companhia.

Hoje, a Vammo concentra sua operação comercial em 26 municípios da Grande São Paulo, onde há cerca de 500 mil motoboys. Como dito, as motos são oferecidas por assinatura, e a empresa calcula uma economia de aproximadamente 30% em relação a alternativas tradicionais.

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Manaus ganha peso na expansão

A produção no Amazonas ocorre em um momento de crescimento acelerado. A Vammo já captou mais de US$ 80 milhões em três rodadas de investimento e, em 2026, conseguiu outros R$ 75 milhões em dívida com a EXT Capital.

A estratégia é usar recursos obtidos por meio de dívida principalmente para comprar mais motos. Já o dinheiro recebido de investidores é direcionado a áreas como pesquisa, desenvolvimento, tecnologia e expansão da estrutura.

Nesse cenário, a parceria industrial com a DBS também ganhou mais espaço em Manaus. A montadora estruturou uma segunda planta de aproximadamente 4 mil metros quadrados, enquanto a unidade anterior, de 1,5 mil metros quadrados, permanece voltada à produção de bicicletas e ciclomotores elétricos. Há ainda um plano de investimentos de R$ 300 milhões entre 2026 e 2027 associado à expansão da operação.

Receita passa de R$ 150 milhões

O crescimento da frota acontece depois de a Vammo alcançar o equilíbrio operacional, quando as receitas da operação passam a cobrir seus custos. A companhia também superou R$ 150 milhões em receita recorrente anualizada (ARR), indicador que dobrou em apenas quatro meses.

Com as contas operacionais equilibradas, praticamente todo o caixa gerado passou a ser reinvestido na expansão da frota e em pesquisa e desenvolvimento.

A Vammo também prepara uma nova rodada de investimentos, que poderá ocorrer até o final de 2026. O movimento vem pouco mais de um ano depois de uma Série B de US$ 45 milhões.

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Próximo passo pode ser fora do Brasil

Por enquanto, o desafio imediato é colocar mais motos nas ruas brasileiras. A meta é passar das atuais 9 mil para 15 mil unidades até dezembro, crescimento de aproximadamente 67%.

Depois disso, a empresa começa a olhar para outros mercados. Colômbia e México estão entre os países avaliados para uma futura expansão internacional, ainda sem data definida.